Ano novo... novo começo?!

1/04/2017

(começa com uma prenda de Natal maravilhosa, para chegar a casa e ligar a coluna por Bluetooth ao Spotify!)


Como devem ter reparado, ou não, não fiz qualquer espécie de menção ao réveillon.
Este ano foi bem diferente. Ignorei o conceito de novo começo. E o que isto tem de especial? Nada à partida, e de repente pode até parecer "quis ser diferente este ano e fingir que a passagem de ano não me diz nada".
Diz. Sempre disse e sempre fiz questão de tentar passar esta noite o mais a preceito possível, com todos os salamaleques a que a dita tem direito. O ritual de fazer o ano em revista, de passar o dia da melhor maneira possível, de sair à rua respirar e pensar que a noite será uma passagem maravilhosa para um começo diferente. De tomar um banho digno de um Spa e preparar para a festa que se avizinha com as 12 passas às 12 badaladas. Desde que me lembro de poder começar a festejar esta data com amigos ou fora de casa, que sei que dei toda esta importância à passagem de ano. Podia deixar passar ao lado algumas das minhas ideias comemorativas em algumas ocasiões, mas esta era a altura em que fazia mesmo questão de "não, eu vou fazer isto e vou mesmo porque me sabe bem, me dá um gozo enorme e se não fizer vou-me arrepender".
Este ano rompi com isso e nem sequer o fiz de propósito. Foi o mais natural possível, num misto de "não quero nem saber", "amanhã é só outro dia" e "pointless".
O que senti nesta meta final foi que este ano foi cansativo, passou demasiado rápido, mais rápido do que qualquer cliché que tenha dito até hoje de "ai o tempo passa mesmo rápido". Não foi este tipo de velocidade. Foi mais do estilo "ainda agora estava nas 00h de 31 dezembro de 2015 e agora está a acabar 2016". Tudo aconteceu, e apesar de não ter havido nenhuma desgraça de maior (sim que nós tugas temos muito a tendência de dizer "podia ter sido pior"), há todo um direito a queixume, porque sim. Houve coisas boas, coisas menos boas. Sobretudo o que aconteceu neste ano está tudo relacionado, mais coisa menos coisa.
Falta de controlo. Foi isto que aconteceu. Apesar de ter plena consciência que não posso controlar tudo à minha volta, é extremamente exaustivo fazê-lo e tentar que assim seja. Guess what? Não podes controlar o que acontece e tu nem sequer imaginaste que podia acontecer entretanto.
O que pairou na minha cabeça foi que não era a passagem de ano que iria mudar aquilo que vivi, aliás não tem que mudar nem deve mudar. Tu vives, fica registado e a única coisa certa que deves fazer quanto a tudo isso é: aprender. Aprende com o que experiências te dão e tenta reflectir com isso. As vivências são ferramentas que te ajudam a dar o passo seguinte.
Não é a noite de 31 para 1 que vai fazer que, por exemplo, a minha motivação por ir para o ginásio de mantenha os restantes 364 dias no novo ano. O que importa é teres força para continuar a ter essa motivação, porque ela esgota-se. Ela não nasce sozinha e não fica lá sozinha. Tens de ser tu a ir buscá-la e trabalhar com ela todos os dias. Para que a celebração máxima de uma nova era que se faz no réveillon valha realmente a pena.
Por isto tudo... deixei ir. Deixei ir o dia como se fosse outro qualquer. Não fiz planos rígidos nem pensei que ia ser a melhor noite do ano. Foi uma noite completamente normal. Colámos-nos a um jantar de uns amigos que tinham os planos já traçados para a noite e seguimos para uma festa. Fácil.
O que importa são os dias em que te dá um clique de força e a usas para ser uma pessoa melhor. E eu nos últimos meses tentei mesmo fazê-lo, enfrentar medos, dúvidas e tentar passar-lhes ao lado. Esses momentos em que quis enfrentar-me chegaram-me, foram o meu réveillon.
No dia 1 de Janeiro apenas pensei que queria continuar a tentar ser melhor.

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